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A estimativa de uma colheita recorde de 12,14 milhões de toneladas de arroz na safra 2024/2025 — alta de 14,8% em relação ao ciclo anterior — acendeu o alerta na cadeia produtiva do grão. Com os preços pagos ao produtor em queda livre, entidades do setor se reuniram nesta sexta-feira (06.06) com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Porto Alegre, para cobrar medidas que evitem uma crise mais profunda.
O receio é que a combinação entre excesso de oferta, mercado interno saturado e falta de mecanismos de escoamento provoque um colapso de rentabilidade no campo. A médio prazo, o cenário pode desestimular o cultivo e comprometer a estabilidade do abastecimento nacional, pressionando também o consumidor.
Entre as reivindicações levadas à estatal, estão políticas públicas de suporte à comercialização, como formação de estoques reguladores, compras governamentais e estímulo às exportações. A Conab se comprometeu a organizar, na próxima semana, uma reunião interministerial em Brasília para buscar alternativas.
O setor defende um reequilíbrio urgente dos preços, sob risco de deterioração de toda a cadeia produtiva. Para produtores e indústrias, a intervenção do governo é decisiva para garantir previsibilidade, renda e estabilidade ao longo do ano.
Fonte: Pensar Agro