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A coordenadora do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, participou, na terça-feira (27), da abertura do 1º Encontro de Mulheres Indígenas do Cerrado e Pantanal, realizado na Aldeia Pakuera, Terra Indígena Bakairi, no município de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá). O evento, que segue até esta quinta-feira (29), reúne mulheres de diferentes povos indígenas para debater direitos, promover a valorização dos saberes tradicionais, fortalecer a atuação feminina nos territórios e construir estratégias coletivas de enfrentamento às diversas formas de violência.Promovido pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), por meio do Departamento Fepoimt Mulher, o encontro teve início com uma recepção cultural conduzida pelos homens Bakairi, seguida de apresentações das mulheres anfitriãs. Concebida como um espaço de diálogo e construção coletiva, a programação reúne lideranças indígenas dos biomas Cerrado e Pantanal em atividades voltadas ao fortalecimento da autonomia das mulheres, à preservação dos territórios e à ampliação do acesso a direitos.Após participar da cerimônia de abertura, a procuradora de Justiça, acompanhada da analista assistente social do MPMT Renata de Paula Teixeira e com a contribuição da psicóloga étnico-comunitária Vitória Aline, conduziu uma roda de diálogo sobre o enfrentamento da violência contra a mulher. A atividade foi desenvolvida a partir de perguntas norteadoras que possibilitaram a escuta das participantes sobre suas vivências nas comunidades, os desafios enfrentados no cotidiano e as diferentes manifestações da violência contra as mulheres indígenas.Segundo Elisamara Portela, a aproximação institucional com as comunidades indígenas é fundamental para fortalecer ações de prevenção e proteção. "Mais do que compartilhar informações sobre direitos e mecanismos de proteção, estamos aqui para ouvir. A escuta das mulheres indígenas permite compreender suas realidades, respeitar suas especificidades culturais e construir, de forma conjunta, caminhos mais efetivos para o enfrentamento da violência e a promoção da dignidade das mulheres em seus territórios", destacou.Durante o encontro, a representante do MPMT também dialogou com lideranças indígenas e conheceu de perto as demandas apresentadas pelas comunidades. A presença institucional contribuiu para fortalecer os canais de escuta e aproximação entre o Ministério Público e os povos originários, ampliando o diálogo sobre políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e à garantia de direitos nos territórios indígenas.Além dos momentos de debate, a programação foi marcada por expressões culturais tradicionais que reforçam a identidade e a ancestralidade dos povos participantes. Elisamara Portela acompanhou atividades de integração promovidas pelas mulheres indígenas, incluindo apresentações como a Dança do Mutum, a Dança da Mandioca e a Dança do Pakuri, manifestações que simbolizam a preservação dos saberes e a força da cultura indígena.O encontro segue até esta quinta-feira (29) com rodas de conversa, compartilhamento de experiências e construção de propostas voltadas ao fortalecimento das mulheres indígenas. No encerramento, as participantes deverão consolidar prioridades e encaminhamentos que subsidiarão futuras articulações junto a instituições parceiras, contribuindo para o fortalecimento das políticas de proteção, autonomia e promoção dos direitos das mulheres indígenas.
Fonte: Ministério Público MT - MT