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Safra da uva pode ter quebra de até 40% em algumas regiões

A colheita da uva no Brasil está sendo marcada por desafios e alterações nos preços em diferentes regiões produtivas, de acordo com relatórios de campo. Na ...
Publicado em 25/02/2024 10:30:11
Safra da uva pode ter quebra de até 40% em algumas regiões

A colheita da uva no Brasil está sendo marcada por desafios e alterações nos preços em diferentes regiões produtivas, de acordo com relatórios de campo. Na região de Caxias do Sul, por exemplo, apesar de um avanço significativo na colheita, graças a um clima propício, preocupações surgem. Um dos problemas enfrentados é a desidratação dos frutos, particularmente nas uvas da variedade Bordô, devido à insuficiente proteção contra a exposição solar.

A Secretaria de Agricultura de Caxias do Sul estima que a diminuição da produção deste ano deve superar a da safra de 2015/2016, quando a geada tardia ocasionou uma quebra de quase 40%.

Além disso, a carência de mão de obra está levando os viticultores a buscar soluções como a adoção da colheita mecanizada e a organização de coletas comunitárias. Dados da Emater apontam que a safra deve ser 40% menor que em 2023 na Serra gaúcha. Ou seja, das 840 mil toneladas esperadas, apenas 505 mil devem ser colhidas. Um prejuízo estimado em R$ 700 milhões. A região é responsável por 90% da produção do Rio Grande do Sul, com 40 mil hectares plantados.

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Erechim, os produtores reportam uma qualidade de fruto inferior ao esperado. A produção média situa-se em 8 toneladas por hectare, com o preço ao produtor girando em torno de R$ 5,00 por quilo.

No entorno de Lajeado, a fase de colheita está perto do fim na maior parte dos distritos. Contudo, a incidência de doenças fúngicas, como o míldio, tem comprometido a produção, ocasionando uma ampla variação nos preços, que oscilam entre R$ 2,50 e R$ 15,00 por quilo, a depender da qualidade e da variedade das uvas.

Por fim, em Passo Fundo, a colheita enfrenta obstáculos decorrentes do excesso de chuva no período de crescimento das videiras, o que favoreceu o aparecimento de doenças e afetou a quantidade esperada de produção. Os agricultores estão reforçando os cuidados fitossanitários em resposta a esses contratempos.

Fonte: Pensar Agro

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