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Industrialização do milho pode ampliar em até três vezes o valor agregado

A industrialização do milho para a produção de etanol pode triplicar o valor agregado do grão, representando um impulso econômico considerável. A informação é de ...
Publicado em 23/03/2024 11:30:02
Industrialização do milho pode ampliar em até três vezes o valor agregado

A industrialização do milho para a produção de etanol pode triplicar o valor agregado do grão, representando um impulso econômico considerável.

A informação é de Plínio Nastari, presidente da Datagro, apresentada durante a primeira Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, organizada pela União Nacional do Etanol de Milho e pela Datagro, em Cuiabá.

Segundo ele, a transformação do milho em combustível sustentável não apenas valoriza o grão, mas também gera subprodutos que agregam valor à cadeia produtiva. “O uso deste milho para produção de combustível sustentável leva a uma valorização do grão, de duas a três vezes, quando industrializado, porque agrega valor ao dar origem a outros subprodutos. Isso estimula a produção de mais milho, e cria um círculo virtuoso, beneficiando a indústria, o comércio e com impacto positivo para o meio ambiente”.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor de etanol de milho do mundo, uma posição que reflete não apenas a capacidade produtiva do país, mas também seu compromisso com fontes de energia renovável e menos poluentes. Desde a inauguração da primeira indústria full de biocombustível em 2017, a produção experimentou um crescimento exponencial, atingindo 6,27 bilhões de litros na safra 2023/2024.

A industrialização do milho não se limita apenas à produção de etanol; ela abre caminho para uma série de oportunidades, incluindo a produção de suplementos nutricionais para animais, como o DDG e o DDGS (grão de destilaria secos – do inglês Dried Distillers Grains), subprodutos que derivam do processamento do grão. Esses subprodutos não apenas enriquecem a dieta animal, mas também agregam valor à produção agropecuária, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico.

“O potencial de crescimento da indústria de etanol de milho é imenso, e sua importância para a economia brasileira é indiscutível. Além de fornecer uma fonte alternativa de energia, a industrialização do milho contribui para a geração de empregos, o desenvolvimento regional e a redução da dependência de combustíveis fósseis”, frisou o presidente da Datagro.

“São estes investimentos que vão alavancar a produção de matérias-primas sustentáveis para a produção de bioenergia, que inclui o biodiesel, o etanol, o biometano, e Mato Grosso é um exemplo nesta direção, com integração com soja, com milho de segunda safra, a conversão deste milho em etanol, DDG, óleo de milho, a transformação da soja em farelo, que vira biodiesel”.

“Portanto, investir na industrialização do milho é investir no futuro sustentável do país. É uma oportunidade de promover o crescimento econômico de forma consciente e responsável, garantindo ao mesmo tempo a preservação do meio ambiente e o bem-estar das gerações futuras”, completou.

Fonte: Pensar Agro

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